Sininho é a fadinha que se veste de verde. Hoje fomos ver o filme e Joana está na fase de querer voar. Ficou tão tão impressionada com o filme que reclama do cabelo ser castanho (e não loiro) e da roupa dela ser laranja (e não verde) como no filme. E como tem uma menina que voa, ela já pulou - E CAIU - de cima de um 'pula pula', tentando voar.
(Tudo isso eu já tendo explicado que 'era só um filme')
Agora Joana já entendeu que ser humano não voa e que precisa de avião pra voar.
Mas ficou muito triste ao quebrar o braço da boneca barbi cavaleira ao tentar fazê-la voar pela enésima vez.
Agora definitivamente ela entendeu que boneca quebra e ser humano mais ainda.
Resta somente os bichinhos de pelúcia.
Mas não sei qual o motivo de estranhamento com relação a isso, pq eu tentava voar segurando uma sombrinha. Pulei de cima da cadeira e não funcionou, depois pulei de cima da mesa e não funcionou, pulei de cima do muro e não funcionou. Comecei a jogar a sombrinha pra cima e ela saia se revirando e não voava. Minha conclusão foi que faltava vento e altura. A sorte é que eu não morava em um apartamento e a casa dos meus pais era térrea.
O Pedro, por sua vez, acreditou que poderia ensinar um pintinho a voar. O pintinho amarelinho ele havia ganho em uma feira de animais. Subiu no terceiro andar da casa da 24 de outubro, abriu a janela e jogou o pintinho. Na primeira vez o bichinho não conseguiu - só estava ensaiando. A segunda vez ele jogou e o pintinho quase quase quase conseguiu. Recuperou o pintinho, deu um pouco mais de comida e agua para ele ficar bem forte e voltou a subir na torre do terceiro andar. Jogou o pintinho novamente. O pintinho não voou. primeira redação do retorno às aulas foi sobre 'quando perdi o meu o pinto' (o dele!).
Imaginação é poder, é a força que nos faz ultrapassar os limites! Imaginação é a semente da evolução científica!! Ainda bem que foram muitos outros os que saltaram de cima de prédios com asas de passarinho, geringonças voadoras e outras esquisitices para conquistarmos o paraquedas, o avião etc... Gostaria de desejar para a Joana muitas descobertas e nenhum ferimento.
Pq é tão tão tão tão mais fácil (e divertido e emocionante) olhar pras nossas histórias enlouquecidas de infância (e aborrecência) a projetar a experiência na minha filha??

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